Morte e Vida Severina (Auto de Natal Pernambucano)

Morte e Vida Severina é um poema dramático de João Cabral de Melo Neto. Composta originalmente para teatro, a obra relata a dura trajetória de um migrante nordestino em busca de uma vida mais fácil e favorável no litoral.

O subtítulo “Auto de Natal Pernambucano” remete-nos à tradição medieval ibérica em que a designação “auto” destinava-se a composições dramáticas, cujos assuntos podiam ser religiosos ou profanos, sérios ou cômicos.

Os autos, ao mesmo tempo em que divertiam, moralizavam pela sátira de costumes e inculcavam de modo vivo e acessível às verdades da fé. Tais peças foram uma constante na literatura portuguesa e tiveram seu apogeu com o teatro vicentino, no alvorecer do século XVI.

Morte e Vida Severina é dividida em dezoito passos, cada um deles narrando partes da grande jornada de um retirante — Severino de Maria — que foge da seca, em busca da vida no litoral.

Esses pequenos passos são as cenas de um auto natalino, com a descrição final do nascimento de uma criança, mas entremeados pela morte que é o liame entre uma cena e outra.

O desenho animado é uma versão da obra prima do poeta pernambucano adaptada pelo cartunista Miguel Falcão em 3D preto e branco.

Este vídeo é uma produção da Fundação Joaquim Nabuco e TV Escola.

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3 pensamentos sobre “Morte e Vida Severina (Auto de Natal Pernambucano)

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