Porque hoje é dia de prova!

Por Vera das Alterosas

Freud deve explicar! Nada mais regredido que aluno em dia de prova. Não há como não sentir uma certa empatia por aqueles seres carentes, querendo voltar para o útero da mãe. Se for a primeira prova, do primeiro período então…. é quando “a ficha cai”.  Momento de testemunhar um rito de passagem e dizer:

– Helôo! Sorriam e bem vindos ao curso superior!

Lá da frente, confortável atrás dos meus já lendários óculos escuros, (de dia ou de noite gosto de aplicar provas com óculos escuros ) vou vendo, e reconhecendo, pela enésima vez, as mesmas velhas expressões, agora na cara de novos donos. Listando algumas delas:

1 – Cara de paisagem – aquele jeitinho casual, olhando para um lado, pro outro, se for mulher, enrolando cachichos na ponta dos dedos, jogando o cabelo de um lado pro outro, tentando manter a calma;

2 – Cara de ” Lutar ou fugir” – estes acabam de receber uma dose extra de adrenalina no sangue: músculos tensionados, pele mais pálida, coração acelerado, respiração mais rápida. Sem problema, vai passar rápido, são jovens, aguentam bem;

3 – Cara de “jesus me abana”- movimentos involuntários, certa agitação, sensação de calor em pleno inverno ou frio em pleno verão;

4 – Cara de “tentando armar o bote”- o plano A ( estudar) falhou. Tentando analisar as possibilidades de um plano B. Finalmente compreenderam que óculos escuros à noite podem não ser moda, mas são utilíssimos!

5 – Cara de “tô nem aí” – esta pode permanecer o semestre todo ou não. Em geral muda depois da entrega das notas. Ou muda ou tende a se repetir, agora na mesma pessoa, no próximo semestre;

6 – Cara de susto – Aqui em Minas também conhecida como “cara de oncotô, proncovô?” Esta é daqueles alunos que realmente pensaram que tinham entendido tudo, e acabam de descobrir que não entenderam. Em geral vem acompanhada de comentários como: “eu sei mas tô sabendo é por no papel”. Ou então, “eu sei, mas não entendi foi a sua pergunta”.

7 – Cara stressada de gênio pensando. Esta vem necessariamente acompanhada de um grito nos primeiros e críticos dez minutos da prova. Berro dirigido aos colegas: “vai dar pra calar a boca que eu tô tentando pensar?”. Estes se incomodam até com o barulho do ventilador ou dos carros estacionando lá no térreo;

8 – Cara iludida – aquele aluno que falta falar que a prova está facílima e entrega nos primeiros trinta minutos. Se entregar e for embora, só vai desfazer a cara iludida, também chamada “cara de abalei Paris” na hora da entrega das notas. Se a prova tiver sido no primeiro tempo e seus donos encontrarem com os colegas na cantina, o sorriso irá começar a se desfazer ali mesmo;

9 – Cara de rebelde sem causa – você, que até ali era a melhor professora do curso, acaba de cair em desgraça. Afinal, não deu a matéria que pediu na prova. Lado bom: acabam de se interessar por entender o que é instância recursal.

10- Cara normal – este faz a prova, entrega um pouco antes de terminado o tempo, dá um sorriso simpático e quando a gente pergunta se foi bem, responde com cautela: “acho que sim, vamos ver”.

Há também as perguntas de praxe:

Pode fazer a lápis? Pode pegar um rascunho? Pode rasurar? Você entende rascunho, vai entender minha letra? Falou prá responder em no máximo dez linhas, mas minha letra é grande. Se fizer em onze eu perco ponto? E se fizer em nove? hehehe Você pode dar um pulinho aqui? Não, a pergunta não é da prova não! Você considera metade da questão? ou um pouquinho que seja? Se deixar eles desfiam o rosário. Prá evitar isto eu já coloco que a “interpretação faz parte da prova”. Ao final o costumeiro “corrije com carinho”.

Enfim, não há muitas novidades no dia de prova, especialmente a primeira. Agora, um dia eu ouvi um comentário novo. E como ele levantou a bola, eu cortei, usando os conhecimentos que estou adquirindo nesta minha nova fase de “alfabetização digital”. E, modéstia à parte, eu arrasei!

Um aluno, a sala num silêncio absoluto, me solta esta, em alto e bom tom:

– Ai meu Deus, ME ADICIONA!!!!!!!!

Ao que respondi:

– Manda um “scrap”. E reza prá ele estar online e não ter te bloqueado. Se o status for “ocupado” ele pode não responder.

Pelos olhares que atraí, (até dei uma abaixadinha rápida nos meus óculos, em gesto de agradecimento) e pelo coro uníssono e afinado de “fessora” !!!!!! sinto que arrasei!

Arrasei ou não arrasei? Fiquei eu com a cara de abalei Paris. Isto até querer quebrar o computador por aqui, o que mais cedo do que tarde, fatalmente irá acontecer hehehe.

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Crônica / A Semana

Carnaval de 1881, por Ângelo Agostini

A crônica que você irá ler agora foi escrita há exatos 119 anos. Nela, Machado de Assis celebra o carnaval carioca e sua expressão popular. Mas ele não fica nisso. Assim, chamo a atenção para a forma como ele cruza vários temas ao longo do texto.

Desse modo, além do reinado de Momo, ele nos fala da lenda do tesouro no Morro do Castelo – mais tarde, Lima Barreto dedicaria algumas crônicas deliciosas ao tema –, e ao problema da esterilização de mulheres.

Mesmo que alguns tópicos soem distantes, vale a pena ver como ele amarra os temas, a partir de uma semelhança com o eixo ficcional que ele utilizara magistralmente nas Memórias Póstumas de Brás Cubas. Boa leitura.

Por Machado de Assis

FALECI ONTEM, pelas sete horas da manhã. Já se entende que foi sonho; mas tão perfeita a sensação da morte, a despegar-me da vida tão ao vivo o caminho do céu, que posso dizer haver tido um antegosto da bem-aventurança.

Ia subindo, ouvia já os coros de anjos, quando a própria figura do Senhor me apareceu em pleno infinito. Tinha uma ânfora nas mãos, onde espremera algumas dúzias de nuvens grossas, e inclinava-a sobre esta cidade, sem esperar procissões que lhe pedissem chuva. A sabedoria divina mostrava conhecer bem o que convinha ao Rio de Janeiro; ela dizia enquanto ia entornando a ânfora:

— Esta gente vai sair três dias à rua com o furor que traz toda a restauração. Convidada a divertir-se no inverno, preferiu o verão não por ser melhor, mas por ser a própria quadra antiga, a do costume, a do calendário, a da tradição, a de Roma, a de Veneza, a de Paris. Com temperatura alta, podem vir transtornos de saúde, — algum aparecimento de febre, que os seus vizinhos chamem logo amarela, não lhe podendo chamar pior… Sim, chovamos sobre o Rio de Janeiro.

Alegrei-me com isto, posto já não pertencesse à terra. Os meus patrícios iam ter um bom carnaval, — velha festa, que está a fazer quarenta anos, se já os não fez. Nasceu um pouco por decreto, para dar cabo do entrudo, costume velho, datado da colônia e vindo da metrópole. Não pensem os rapazes de vinte e dous anos que o entrudo era alguma cousa semelhante às tentativas de ressurreição, empreendidas com bisnagas. Eram tinas d’água, postas na rua ou nos corredores, dentro das quais metiam à força um cidadão todo, — chapéu, dignidade e botas. Eram seringas de lata; eram limões de cera. Davam-se batalhas porfiadas de casa a casa, entre a rua e as janelas, não contando as bacias d’água despejadas a traição. Mais de uma tuberculose caminhou em três dias o espaço de três meses.

Quando menos, nasciam as constipações e bronquites, ronquidões e tosses, e era a vez dos boticários, porque, naqueles tempos infantes e rudes, os farmacêuticos ainda eram boticários.

Cheguei a lembrar-me, apesar de ir caminho do céu, dos episódios de amor que vinham com o entrudo. O limão de cera, que de longe podia escalavrar um olho, tinha um ofício mais próximo e inteiramente secreto. Servia a molhar o peito das moças; era esmigalhado nele pela mão do próprio namorado, maciamente, amorosamente, interminavelmente . . .

Um dia veio, não Malesherbes, mas o carnaval, e deu à arte da loucura uma nova feição. A alta roda acudiu de pronto; organizaram-se sociedades, cujos nomes e gestos ainda esta semana foram lembrados por um colaborador da Gazeta. Toda a fina flor da capital entrou na dança. Os personagens históricos e os vestuários pitorescos, um doge, um mosqueteiro, Carlos V, tudo ressurgia às mãos dos alfaiates, diante de figurinos, à força de dinheiro. Pegou o custo das sociedades, as que morriam eram substituídas, com vária sorte, mas igual animação.

Naturalmente, o sufrágio universal, que penetra em todas as instituições deste século, alargou as proporções do carnaval, e as sociedades multiplicaram-se, com os homens. O gosto carnavalesco invadiu todos os espíritos, todos os bolsos, todas as ruas. Evohé! Bacchus est roi! dizia um coro de não sei que peça do Alcazar Lírico, — outra instituição velha, mas velha e morta. Ficou o coro, com esta simples emenda: Evohé! Momus est roi!

Não obstante as festas da terra, ia eu subindo. Subindo, até que cheguei à porta do céu, onde S. Pedro parecia, aguardar-me, cheio de riso.

— Guardaste para ti tesouros no céu ou na terra? perguntou-me.

Se crer em tesouros escondidos na terra é o mesmo que escondê-los, confesso o meu pecado, porque acredito nos que estão no morro do Castelo, como nos cento e cinqüenta contos fortes do homem que está preso em Valhadolide. São fortes; segundo o meu criado José Rodrigues, quer dizer que são trezentos contos. Creio neles. Em vida fui amigo de dinheiro, mas havia de trazer mistério. As grandes riquezas deixadas no Castelo pelos jesuítas foram uma das minhas crenças da meninice e da mocidade; morri com ela, e agora mesmo ainda a tenho. Perdi saúde, ilusões, amigos e até dinheiro, mas a crença nos tesouros do Castelo não a perdi. Imaginei a chegada da ordem que expulsava os jesuítas. Os padres do colégio não tinham tempo nem me os de levar as riquezas consigo; depressa, depressa, ao subterrâneo, venham os ricos cálices de prata, os cofres de brilhantes, safiras, corais, as dobras e os dobrões, os vastos sacos cheios de moeda, cem, duzentos, quinhentos sacos. Puxa, puxa este Santo Inácio de ouro maciço, com olhos de brilhantes, dentes de pérolas, toca a esconder, a guardar, a fechar…

— Pára, interrompeu-me S. Paulo; falas como se estivesses a representar alguma cousa. A imaginação dos homens é perversa. Os homens sonham facilmente com dinheiro. Os tesouros que valem são os que se guardam no céu, onde a ferrugem os não come.

— Não era o dinheiro que me fascinava em vida, era o mistério. Eram os trinta ou quarenta milhões de cruzados escondidos, há mais de século, no Castelo; são os trezentos contos do preso de Valhadolide. O mistério, sempre o mistério.

— Sim, vejo que amas o mistério. Explicar-me-ás este de um grande número de almas que foram daqui para o Brasil e tornaram sem se poderem incorporar?

— Quando, divino apóstolo?

— Ainda agora.

— Há de ser obra de um médico italiano, um doutor … esperai… creio que Abel, um doutor Abel, sim Abel… É um facultativo ilustre. Descobriu um processo para esterilizar as mulheres. Correram muitas, dizem; afirma-se que nenhuma pode já conceber; estão prontas.

— As pobres almas voltavam tristes e desconsoladas; não sabiam a que atribuir essa repulsa. Qual é o fim do processo esterilizador? — Político. Diminuir a população brasileira, à proporção que a italiana vai entrando; idéia de Crispi, aceita por Giolitti, confiada a Abel …

— Crispi foi sempre tenebroso.

— Não digo que não; mas, em suma, há um fim político, e os fins políticos são sempre elevados … Panamá, que não tinha fim político …

— Adeus, tu és muito falador. O céu é dos grandes silêncios contemplativos.

Publicado originalmente, em 12.02.1893, na coluna A Semana.

Resposta de um grego para um alemão pela crise

Um amigo deste blog encaminhou essa maravilha de troca de cartas entre um alemão e um grego. Ambos os textos propõem uma bela polêmica, mas o humor fino do grego é inquestionável. Boa leitura.

Estas cartas apareceram no jornal semanário alemão “STERN”
Foram duas cartas sobre os problemas reais da crise econômica na Grécia. A resposta ao alemão da primeira carta é sensacional.
Isto, sem levar em conta o fato de que, considerando a “dívida total” na zona do euro não é a Grécia a maior devedora. A Holanda excede em 234%, Irlanda com 222%, Bélgica com 219%, Espanha com 207%, Portugal com 197%, Itália com 194%, etc.

Há alguns meses atrás, foi publicada uma carta aberta dirigida ao “Prezado grego” por um cidadão alemão chamado Walter Wuellenweber cujo título era:

Caro grego:
Desde 1981 nós pertencemos à mesma família.
Nós, alemães, temos contribuído para o Fundo comum, com aproximadamente de 200 bilhões de euros, sendo que só a Grécia recebeu cerca de 100 bilhões desse montante, ou seja, a maior quantidade per capita que qualquer outro povo na UE. Nunca, ninguém, voluntariamente, ajudou a este ponto outro povo e por tanto tempo.
Vocês honestamente são os amigos mais caros que temos. O fato é que não só VOCÊS enganam a si mesmos, COMO A NÓS também. Em essência, nunca provaram serem dignos do nosso Euro. Desde a constituição da UE e a moeda única, que a Grécia, nunca conseguiu satisfazer os critérios de estabilidade.
Dentro U.E. vocês são as pessoas que gastam as maiores somas em bens de consumo. Através da vontade das pessoas que em última análise, tem a responsabilidade. Não digam, então, que os políticos são os responsáveis pelo desastre.
Ninguém os forçou a não pagar os impostos por anos; que se oponham a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e, ninguém os obrigou a escolher os líderes que tiveram e têm. Os gregos foram os que nos mostraram o caminho de Filosofia, Democracia e os primeiros conhecimentos da Economia. Agora, estão a nos mostrar o caminho errado e, onde não conseguiram chegar!
Na semana seguinte, o JORNAL “Stern” publicou uma carta aberta de um grego, dirigida ao Wuellenweber:

Caro Walter:
Meu nome é Georgios Psomas. Eu sou um servidor público e não “funcionário público” como desdenhosamente como um insulto, vocês se referem aos  meus compatriotas e seus conterrâneos. Meu salário é de 1.000 euros por mês hein? Não pense você que é por dia, como te querem fazer acreditar em teu país. Note que ganho uma cifra bem menor que isso, porque desconto impostos e, certamente, o meu salário é muito, mas muito menor que o seu.
Desde 1981, você está certo, pertencemos à mesma família. Só que temos lhes concedido exclusivamente para VOCÊS ALEMÃES um monte de privilégios, TAIS COMO: os principais fornecedores de tecnologia do povo grego, armas, infra-estrutura (rodovias e os dois principais aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, carros, etc. Se eu esqueci alguma coisa, me perdoe. Gostaria de lembrar que dentro da UE somos os maiores importadores de produtos de consumo produzidos pelas fábricas alemãs.
A verdade é que não são só os nossos políticos os responsáveis pelo desastre da Grécia. Também contribuiu muito para isso, algumas grandes empresas alemãs, que pagaram altos subornos para os nossos políticos a fim de conseguirem os contratos citados acima, para vender tudo, até mesmo uns submarinos, alguns fora de serviço, que  posicionados no mar, logo afundaram ou emborcaram.
Sei que ainda não deve estar dando crédito ao que eu estou escrevendo. Tenha paciência, espera, leia a carta inteira e se eu não o convencer, eu autorizo a você me colocar fora da zona do euro, este que é considerado o lugar da verdade, prosperidade, justiça e direito.
Walter, meu caro Walter, passou mais de meio século desde que a 2ª. Guerra Mundial terminou, é mais de 50 anos, que a Alemanha deveria ter cumprido as suas obrigações para com a Grécia. Essas dívidas, que até agora apenas a Alemanha está relutante em resolver com a Grécia, (a Bulgária e a Romênia reuniram-se para pagar a indenização), são:
1. A dívida de DM 80 milhões para indenizações, que não foi paga desde a Primeira Guerra Mundial.
2. Compensação de dívidas para as diferenças no período entre guerras, num total de US$ 593.873.000 a valores de hoje.
3. Empréstimos forçados que fez o Terceiro Reich em nome da Grécia durante a ocupação alemã, que totalizaram 3,5 trilhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. Reparos que devem para a Grécia, para os confiscos, perseguições, assassinatos e destruição de aldeias inteiras, estradas, pontes, ferrovias, portos, produzidos pelo Terceiro Reich, e, como foi estipulado pelos tribunais, equivale a hoje a 7,1 trilhões de dólares, dos quais a Grécia não viu um centavo até hoje.
5. As reparações incomensuráveis da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38.960 mortos por banalidades, 12.000 mortos como dano colateral, 70.000 mortes em combate, 105 mil mortes nos campos de concentração na Alemanha, 600.000 morreram de fome, e assim por diante. Etc.).
6. A lesão moral enorme e imensurável causadas ao povo grego e aos ideais humanistas da cultura grega.

Eu sei que você não deve estar gostando nada do que estou escrevendo. Sinto muito! Mas, me incomoda muito mais o que a Alemanha quer fazer comigo e com meus conterrâneos. Amigo, operam mais de 130 empresas Alemãs na Grécia, dentro destas estão incluídas todas as gigantes da indústria de seu país, algumas com faturamento anual de 6,5 bilhões de euros.
Logo, se as coisas continuarem assim, infelizmente, não poderei comprar mais produtos da Alemanha, porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e meus companheiros crescemos sempre com a privação, podemos viver sem BMW, Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Vamos parar de comprar produtos da Lidl, de Praktiker, de IKEA. Mas, vocês, Walter, como vão gerir os desempregados que gerará esta falta de consumo?  Até você mesmo pode  ter que diminuir o padrão de vida, teus carros de luxo, as tuas férias no exterior, as excursões sexuais para a Tailândia, etc.
Vocês, (alemães, suecos, holandeses, e “companheiros” de outras Eurozona) querem que a gente abandone a Zona do Euro, a Europa e lá sei onde mais. Acredito firmemente que temos que fazê-lo mesmo, para nos salvar de uma União formada por um bando de especuladores financeiros, uma equipe que somente nos valoriza se nós consumirmos produtos que oferecem tais como: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras monumentais, e assim por diante.
Walter, finalmente, é preciso “consertar” uma outra questão importante, já que você também está em dívida para com a Grécia: “EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM”!
* Queremos DE VOLTA NA GRÉCIA as obras imortais de nossos antepassados que, VOCÊS GUARDAM NOS MUSEUS  em Berlim, Munique, Paris, Roma e Londres.
* E EU EXIJO QUE SEJA JÁ, AGORA,  Porque, JÁ QUE eu estou morrendo de fome, eu quero morrer ao lado das obras de meus antepassados.
Cordialmente
Georgios Psomas