Let’s make money (Vamos fazer dinheiro)

Um grande amigo deste blog encaminhou um trecho do filme Let’s make money, do diretor australiano Erwin Wagenhofer. Na ocasião, ao nos determos nas palavras do “assassino econômico”, John Perkins, por sinal, absolutamente estarrecedoras, nos fizemos a singela pergunta: “quanto custa o pobre?”.

A partir daí, resolvemos conhecer o documentário integralmente, que segue postado aí em cima. E asseguramos: é imperdível.

Dos mesmos criadores de We Feed the World, a obra é fundamental para se entender o mundo em que vivemos pela demonstração cirúrgica da ótica financeira internacional.

Por conta disso, apesar de todo o velho discurso feito pelos neoliberais de que a globalização traria benefícios para todos os países ajudando a diminuir a pobreza no terceiro mundo, o que se viu de fato foi em geral um aumento desenfreado da miséria, onde o salário de um indivíduo geralmente mal cobre uma pobre subsistência.

O filme mostra as chamadas “economias emergentes” por dentro, na visão de grandes investidores, bem como o quotidiano miserável dos homens, mulheres e crianças trabalhadoras nesses países. Por sinal, como o leitor verá, o termo “economia emergente” guarda uma ironia velada que é desnudada numa sequência primorosa.

Apresenta também as idéias do Consenso de Washington, responsável pelas políticas liberais que moldaram o nosso mundo econômico atual, assim como os mecanismos de colonização moderna como o FMI e Banco Mundial, perpetuando a injusta dívida dos países mais pobres em troca de suas riquezas. Explica o que são os paraísos fiscais, por onde passa a maioria do capital financeiro para encobrir os donos corruptos.

E sobretudo, insistimos, revela a figura de John Perkins, ex-agente da Cia, que também aparece no documentário The War on Democracy. Ele explica detalhadamente como era o seu ofício de levar as riquezas de países de pobres e periféricos, sob a supervisão das instituições internacionais.

Além disso, Let’s make money aborda a miséria que aflora nos EUA e nas raízes da crise econômica espanhola causada pela bolha imobiliária.

E, ao final, na descida dos créditos, uma bela surpresa a cargo de Paul Feyerabend.

Divirtam-se, se puderem.

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