Como ensinar sobre a ação colonial a jovens de periferia (e aos de não periferia também)

Volta às aulas!

Minha filha foi quem me mostrou esse vídeo. Sinceramente não o conhecia. Achei soberbo. O texto é uma aula magnífica de como as ações coloniais se manifestam. Em especial, de como essas mesmas ações não guardam grandes diferenças de intenções em relação a algumas práticas criminais. Pouco diferem.

Lembro, a respeito, da parábola de Brecht sobre a ascensão do nazismo na Alemanha, em sua peça, A resistível ascensão de Arturo Ui, em que o tema é tratado “desrespeitosamente” como um grande negócio entre verdureiros. E a parábola se revigora exatamente em sua condição de mediação entre uma realidade de difícil compreensão e a obra de arte. No caso do trecho em questão, a interpretação cômica é do mesmo naipe.

Vale ressaltar ainda a performance do jovem ator, Douglas Silva. A sua capacidade em dar corpo e voz a uma parcela significativa da alma brasileira, imprimindo aí uma verossimilhança estupenda, é uma grande oportunidade para percebermos até que ponto a nossa criação dramática pode existir e influir na construção do nosso imaginário.

Bom reinício de trabalhos!

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Um pensamento sobre “Como ensinar sobre a ação colonial a jovens de periferia (e aos de não periferia também)

  1. uauuuuu, que aula, hein?
    tá vendo como é simples ensinar e aprender?
    muito, mas muito bom, caro amigo.
    de volta às aulas e ao batente, hein?

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